Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
OSVANDIR E A MULHER DE BRANCO DE OURO PRETO

 

O baile estava muito animado, corria o ano de 1999, Osvandir resolvera passar as férias naquela belíssima cidade de Ouro Preto.

 

Uma linda garota aproximou-se de sua mesa e uma conversa foi iniciada:

 

__ De onde você vem? – Quis saber a garota.

__ Sou do Centro-Oeste de Minas. – Respondeu Osvandir, já meio entusiasmado.

__ E você, é daqui mesmo ou de outra cidade?

__ Sou de uma cidadezinha do interior. Moro no Internato há alguns anos.

 

Beberam muito, dançaram bastante e na hora de ir embora, como estava fazendo muito frio, Osvandir cobriu aqueles ombros desnudos da jovem, que usava um longo vestido branco, com o seu blusão.

 

Seguiram de carro até as proximidades da Capela de Nossa Senhora das Dores, aí ela disse:

__ Moro por aqui...

__ Você já vai descer, não quer conversar mais?

__ Preciso entrar antes do amanhecer, já é muito tarde, depois conversamos mais.

 

Osvandir nem sabia o nome dela, correu atrás e perguntou:

__ Como é o seu nome? – Ela já sumia na esquina daqueles velhos casarões da rua, mas respondeu:

__ Meu nome é Maria Cândida.

 

Uma lufada de vento, de arrepiar, atravessou a rua e levantou os seus cabelos. Sentiu um clima de terror. Tudo por ali tão estranho.

Pensou: __ Amanhã volto para conhecê-la melhor.

 

No outro dia voltou, procurou informar-se sobre um internato para mulheres. Encontrou um, próximo a linda igreja barroca. Foi até a secretaria e perguntou sobre Maria Cândida.

 

Consultaram a listagem de internos e não encontraram nenhuma Maria Cândida. Aí perguntaram:

__ Ela estava de branco?

 

O medo percorreu a espinha dorsal de Osvandir, mas mesmo assim respondeu:

__ Sim, ela estava de branco, por quê?

__ Você não sabe? É a famosa Mulher de Branco, faleceu há muitos anos. Poderá comprovar o que digo, veja no cemitério ao lado da igreja, a sua tumba.

 

Ao sair daquele local, Osvandir foi visitar o cemitério indicado. Procurou muito, mas lá no canto direito, num velho túmulo estava escrito na lápide:

Maria Cândida, nascida em 1800 e falecida em 1823.

 

E seu blusão? Que fim levou?

Ao chegar ao Hotel uma secretária entregou-lhe o blusão dizendo que uma linda jovem, de branco, dissera que era para entregar para você.

 

Foi aí que Osvandir passou acreditar na lenda da Mulher de Branco de Ouro Preto.

 

Manoel Amaral

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publicado por osvandir às 17:35
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Sábado, 21 de Novembro de 2009
OSVANDIR E O FILME LUA NOVA

 "Tudo resolvido, chegou o grande dia da pré-estreia. Meia noite. Tudo escuro, mesmo antes de entrar no cinema, diga-se de passagem que o seu carro enguiçou e teve e solicitar um táxi para chegar até a casa da namorada."

 

Leia mais em: http://osvandir.blogspot.com

 

Manoel



publicado por osvandir às 12:58
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
CHAPEUZINHO VERMELHO, O LOBO MAU E O APAGÃO

“Alguém disse: __O último que sair apaga a luz,
- e o estagiário acreditou nisso!”

 

Aconteceu num País muito distante, pra lá da América do Sul, bem abaixo da Venezuela, onde tem um Presidentezinho muito carinhoso chamado “Polvo”, por causa de seus longos braços

 

Aconteceu que uma mocinha chamada Chapeuzinho, andava com um vestido cor-de-rosa, muito curto, chamando a atenção de todo mundo e ainda aprontou o maior alvoroço na Faculdade onde estudava.

 

Como pretendia, ficou conhecida no mundo inteiro, até no New York Time, o maior jornal do mundo. As revistas disputavam sua imagem à tapa! O que não faz umas pernas bonitas!

Porém o Ministro Lobo Mau, que não era do ramo, foi nomeado pelo Presidente para tomar conta do Ministério das Minas e Energia, ironicamente, lugar que era ocupado, há algum tempo por outra incompetente.

 

Mas depois do apagão (o dicionário do Word insiste em dizer que não é apagão e sim afegão), todos queriam comer o fígado do Lobo Mau, e perguntavam: __ Nosso País tem uma rede segura?

 

As repostas eram as mais contraditórias e alguns diziam que o País teria muita preocupação com a emissão de gases-estufa. Talvez fosse a plantação de repolho perto da grande floresta.

 

Para acalmar os cidadãos o Presidentezinho anunciou que além da “Bolsa Alimentação,” iria distribuir a “Bolsa Falação”, para todo mundo falar no celular. As empresas já tinham concordado, o dinheiro não era delas mesmo, era do Fistel – Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.

 

Num apagão anterior julgaram a culpa na Mula-sem-cabeça, no Saci Pererê, no Boitatá, num hacker e por aí afora. O despreparo do Lobo Mau provou mais uma vez que aquele País estava um caos.

 

Horas depois do Blecaute, o Presidente atribuiu as causas a problemas atmosféricos;  raios, trovões e chuvas fortes de granizo, poderiam ter provocado a escuridão. A escuridão estava é na cabeça dos dirigentes, eles olhavam mas não viam. E o Mandatário Maior da Nação continuava afirmando que o “sistema energético era eficiente e robusto”.

 

“Serrinha”, Governador de um grande estado disse que a “situação era gravíssima, bastava uma ventania ou raio para paralisar todas as turbinas” de Upiati. Falou que devia ser “falta de investimento e qualidade na manutenção.” O pior é que ele não está podendo falar muito em “qualidade de construção” porque uma ponte enorme, caiu mesmo no meio da rua, de uma grande cidade, logo depois da construção. Estas empreiteiras só trabalham com material de segunda...

 

A Polícia Secreta do País (PSR) “não descarta a possibilidade de que fatores não metereológicos (sabotagem) tenham provocado o episódio.”

 

Para acalmar o povo, o Presidente “Polvo”, aquele monumento de bondade, anunciou que transformará a TV Senado e TV Câmara, em TVs Populares, passando filmes de faroeste italiano, o dia inteiro, para o delírio dos pobres.

 

Como neste País o povo elege, democraticamente, de tempos em tempos, um novo Presidente; “Polvo”, já preparava a sua candidata, secretamente a sua candidata.

Ele que não era bobo nem nada, escolheu a Chapeuzinho Vermelho, do vestido-cor-rosa, bem curtinho, para candidata a Presidente. A Oposição ficou horrorizada!

 

Acontece que Lobo Mau, que sempre foi muito mau, não estava nada satisfeito com isso. O “Serrinha” também  quer ser candidato e ainda para complicar o Arécio, lá das montanhas do interior.

 

O Giro, que veio de Tiros, quer ser Vice de qualquer um. Acontece que a maioria das cidades do País, tem muitos empregados na administração e este ano já disseram:
__ Não vai haver pagamento de 13º Salário. A situação está crítica.

 

O Presidente “Polvo” distribuiu bilhões para aquelas cidades, mas os Prefeitos gastaram tudo com propaganda, viagens, “mensalões” ou embolsaram o resto pura e simplesmente.

O Presidente, os Ministros e o resto dos capachos e cupinxas, nunca gostaram da imprensa. Dizem que ela é fofoqueira, “só diz o que não deve”. Esses dias publicaram uma lista dos cornos de uma cidade do interior, que deu pano para manga. Muita separação, briga de casais, duelos de garruchas, espadas  etc e tal.

 

A imprensa descobriu ainda que o Presidente fez uma compra de mais de 1.000 ternos de uma só vez, muitos sapatos em couro legítimo, meias de todas as cores. Uniformes, guarda-pós, agasalhos esportivos, um montão de roupas.

 

O que mais chamou a atenção na imprensa foi que o Supremo Tribunal daquele País comprou dez lamparinas com seus respectivos pavios. Estavam prevenindo contra um novo apagão.

 

Mas como estávamos dizendo, Osvandir saiu com a namorada, foi passear à noite, bem próximo das usinas de Upiati, aquele lago lindo, sob o luar um turbilhão de águas.

Tudo tão calmo, nenhuma nuvem no céu, apenas estrelas bem brilhantes. De repente um raio surgiu do nada e uma estranha nave espacial cruzou o horizonte. Pairou sobre as redes de transmissão e por ali permaneceu fazendo acrobacias. Tudo escureceu.

 

Osvandir pode calcular, pelo tamanho dos prédios de Usina de Upiati que ela mediria uns cem metros de ponta a ponta. Parecia com uma bola de futebol americano, com uma cor azul brilhante e  um entorno de branco muito forte.

 

Manoel Amaral


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publicado por osvandir às 11:32
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
OSVANDIR EM PORTUGAL


Osvandir começava a ficar estressado com os casos de UFOs no Brasil e resolveu: "vou visitar meus amigos em Portugal". Primeiro ligou para Marina, esquecendo-se da diferença horária. "Alô, Marina, aqui é o Osvandir", Marina que tinha acordado altas horas (Era meia-noite em Portugal) e ficou furiosa, "Osvandir, isso são horas de ligar a alguém?" e desligou o telefone voltando a adormecer.

 

Osvandir depois de verificar a diferença horária, ligou de novo para Portugal, desta vez para Nuno Alves que ficou surpreendido por ele resolver viajar para Portugal, pois achava que ele não gostava do clima do país. Nuno disse a ele que arranjaria um tempo para recepcioná-lo, pois tinha ficado encarregado de dar mamadeira e trocar a fralda do Miguel.

 

Osvandir estava com receio de voltar a ligar para Marina, mas contou ao Nuno que o fez tentar de novo falar com Marina. Meio sem graça, desfez-se em desculpas e combinou as coisas com Marina que se prontificou a ir ao aeroporto buscá-lo. Chegado o dia, Nuno e Marina foram ao aeroporto buscar Osvandir. Miguel, filho de Nuno, estava muito alegre e quis o colo de Osvandir que não gostava muito de crianças.

 

Para começar bem a visita, visitaram Lisboa, a torre de Belém e a história de seu mito.
"Conta-se que", disse Marina, "aqui na Torre existe um portal que nos permite passar para o futuro". Nuno replicou, "não só para o futuro como também para o passado". Osvandir ficou pasmado com o que se dizia sobre os monumentos portugueses e o lado místico que existia em cada recanto.

 

Decidiram então no dia seguinte fazer uma expedição á Serra da Gardunha, famosa pelos avistamentos ufológicos. De madrugada se levantaram os amigos e se reuniram na casa de Nuno Alves, de onde partiram levando tendas, mantimentos e tudo o que seria necessário para um bom acampamento.

 

Chegando à Gardunha se deparam com pessoas assustadas. Os nossos amigos questionam-se o que se estava a se passar.


"Um grande disco voador sobrevoou a área fazendo muito barulho", gritava uma senhora de idade "Salve-se, Deus está a castigar-nos", arrematou.

 

Osvandir não quis mais "arredar o pé", queria saber o que realmente se passava ali. Resolveram então, colher relatos daquilo que as pessoas se lembravam do avistamento. Todas as testemunhas diziam que a nave se dirigia para a serra. Sem mais demoras pegaram nas mochilas e resolveram subir a serra e montar acampamento.

 

Meia da noite, depois de umas sardinhas do Porto, ouve-se um crepitar ao longe. Osvandir dizia que seriam os extraterrestres que estavam a se dirigir para as tendas dos três amigos, Marina, retrucava que seria o guarda florestal e Nuno replicou "não, isto são só outros campistas". Decidiram então averiguar.

 

Pegaram nas [Deixa a entender que apenas ‘pegaram” nas lanternas e nada mais.] lanternas e se puseram no caminho. Pé-ante-pé, lá foram bastante cautelosos. Ao chegar num caminho mais estreito começaram a ouvir barulhos semelhantes a zunidos.

 

Estranharam, pois nenhuma máquina faria tal som naquele local. Ao se aproximarem viram a coisa mais fascinante que alguma vez tinham visto: uma nave enorme! Não conseguiam ver os tripulantes, mas acreditavam tratar-se de alienígenas. Nuno e Marina se lembraram que, talvez, Osvandir tivesse levado a máquina fotográfica com ele, mas se enganaram.

Ao tentar sair de mansinho para não ser descoberto, Osvandir, como sempre, pisou um galho seco, delatando todos aos tripulantes que saiam do UFO. Os tripulantes ficaram de sobressalto e os nossos amigos começaram a correr cada um por si, para não serem capturados.

 

O primeiro a chegar ao acampamento foi o Nuno, depois a Marina, mas passada meia hora "onde está Osvandir?", perguntou Nuno. "Não digas que ele foi abduzido!". “ Calma, vamos procurá-lo”. Seguiram o mesmo caminho que tinham tomado nas buscas pela nave e ao se depararem com o local onde a nave tinha estado pousada, não viram nada. Osvandir fora abduzido!

 

"Não podemos fazer nada a não ser esperar, vamos voltar para o acampamento e esperar por amanhã", dizia Marina. Ninguém dormiu naquela noite, ambos permaneceram vasculhando o céu a procurar pela nave que teria levado Osvandir.

 

No dia seguinte, ambos esgotados pelo cansaço, ouviram um berro: “SOCORRO!”. Marina, alarmada, gritou de volta, "Osvandir, é você?". E desatou a correr em busca do som que ouvia. Nuno, mais sonolento ainda levou uns momentos até acordar.

 

Ao chegar até uns arbustos de onde vinha o som, Marina viu que se tratava realmente de Osvandir cansado, esfarrapado e esfomeado. “Metera-se em encrenca!”, pensou Nuno que apressou para buscar água.

 

"Osvandir, que susto! Como você está?", "Marina, foi a melhor aventura da minha vida, voltarei vezes a este local. Afinal, eles são bem bacanas, me mostraram a missão deles aqui na Terra, mas me impediram de revelá-la".

 

Nunca mais as pessoas de Gardunha se assustaram como no dia anterior à abdução do Osvandir. Todos voltaram para casa e Osvandir regressou ao Brasil com a vontade de voltar em breve a Portugal.

 

Marina Pereira - Portugal

 

NOTA: O personagem Osvandir pode ser utilizado por qualquer escritor para compor suas histórias sobre ufologia. Estamos aqui para publicá-las com muito gosto.

 

Abraços

Manoel Amaral


sinto-me: Feliz e sempre!

publicado por osvandir às 11:11
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Entrevista com o escritor

1 - Qual o seu nome completo, idade e profissão?
Manoel Ferreira do Amaral, 65 anos, Pós-Graduado em Direito Público, Aposentado. Sou pesquisador e escritor.

2 - Onde reside atualmente?
Nasci em São Gonçalo do Pará, a terra do doce. Moro em Divinópolis, Minas Gerais – Brasil, há 30 anos. Já sou considerado divinopolitano de coração.

3 - Desde quando escreve e como isso começou?
Desde 18 anos escrevo para jornais e revistas. Livros foi a partir de 2003, quando editei o livro de pesquisa histórica: HISTÓRIA DE SÃO GONÇALO DO PARÁ – À Beira do Rio Pará. Os outros em formato de e-books são AS AVENTURAS DO OSVANDIR, começaram a serem escritos em 2006. Toda semana são publicados de dois a três contos no Blog do Osvandir.

4 - Você tem outros livros publicados? Quais?
AS AVENTURAS DE OSVANDIR, I & II, estando em preparação o III. Neste caso tudo começou quando estava participando de um grupo de Ufologia em Itaúna, em fins de 2006 e publiquei os primeiros contos sobre o assunto para apreciação do Grupo Privado, de 26 membros.
5 - Ao que se refere esse novo livro?
Com exceção do primeiro, os demais tratam do tema ufológico sob vários aspectos.

6 - Quais as suas expectativas em relação a esse novo livro? Pretendo colocá-los em outras editoras especializadas em e-book, para venda pela internet,

7 – Porque este nome: Osvandir?
O nome Osvandir foi inventado, retirado de outros nomes de ufólogos brasileiros e internacionais, que lidam com a ufologia com a finalidade de ganhar dinheiro, enganando o povo.
Só dois meses depois, um leitor enviou-me um e-mail para que observasse melhor o nome Osvandir, tinha a palavra OVNI, no seu contexto. Fiquei espantado com aquela alusão porque o nome todo do personagem é Osvandir Vieira Nicolai (uma alusão a máfia ufológica mundial) que também trás oculto o nome Óvni.
Depois pesquisando na internet foi que descobri que existem vários Osvandires pelo Brasil afora...

8 – Quais autores tem lido ultimamente?
Leio sempre, Saramago, Fernando Pessoa, Affonso Romano Sant’Anna,Clarice Lispector, Machado de Assis (um ótimo contista) e o nosso Guimarães Rosa, este monumento da literatura nacional. Tudo vem antes ou depois dele. Um inventor de palavras.
Leio muitos autores novos portugueses, na internet, em livros que baixo ou em arquivos especializados.

9 – Onde você busca inspiração para suas histórias?
Pode ser uma palavra dita por alguém na rua, num elevador, num campo de futebol ou uma placa dependurada numa parede. Um fato jornalístico, publicado nestes jornais de R$0,25, podem dar um bom conto. Aqui em Divinópolis estão sempre acontecendo coisas incríveis, difíceis de acreditar.

10 - Se tiver alguma consideração, por favor, descrevê-la!
O Blog do Osvandir, tem o prazer de apresentar mais dois volumes das Aventuras do Osvandir, o ufólogo atrapalhado, que viaja o mundo inteiro a procura de novos casos para serem por ele desvendados.


sinto-me: Feliz hoje e sempre!
música: A Mosca, Raul Seixas

publicado por osvandir às 11:20
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